Jogador natural de Queimadas vale R$118 mi e foi comparado a Neymar, hoje, esquece calotes para ‘voar’ na Europa

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75787O ano era 2009. Apenas aos 15 anos de idade, Caio Ulises Silva Aviles recebia a promessa de um agente de que se mudaria e assinaria contrato com o poderoso Barcelona. Após conversas com o olheiro Pepe Costa – que o comparava e o considerava, à época, até melhor que Neymar – e Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, o negócio, entretanto, foi cancelado. Depois, a esperança de poder chegar à Europa era depositada no Naval-POR. O tempo foi passando, sua situação não era regularizada e, por fim, descobriu-se que o clube luso não poderia contratar e inscrever estrangeiros por conta de uma punição. Tudo não passava de uma ilusão, e o sonho parecia que viraria pesadelo.

Hoje, aos 23 anos, o atacante natural da cidade de Queimadas, revelado nas categorias de base do Bahia e que ainda passou por Grêmio, Santos e Atlético-PR, quer esquecer dos calotes sofridos no passado. Em busca de um recomeço, Caio Ulises assinou contrato com o Besiktas, recém-coroado campeão turco em 2015/16. A fé do clube alvinegro no atleta é tamanha que colocou uma multa rescisória alta em seu contrato: 30 milhões de euros (cerca de R$ 118 milhões pela cotação atual da moeda europeia).

“Tem muita gente que quer te prejudicar para poder ganhar. Ganância mata, vaidade mata. Mas eu acredito em Deus e sei que com a vedade do meu lado, jamais teria que me preocupar. Fizeram muito pra me prejudicar, mas eu tô aqui. Não vale lembrar disso. Passou. Tô feliz, saudável e querendo realizar meu sonho de jogar futebol. E vou conseguir. Mas sempre de olhos e ouvidos abertos”, conta, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br. “Eu acredito muito em destino. Acho que não sou eu que tenho que acusar alguém de ser falso ou que tenha feito me passar para trás. De alguma forma, eu aprendi com isso. Preciso estar atento, mas são coisas que jovens fazem. Na euforia, aceitamos e ouvimos tudo. Mas hoje, com esta experiência, apesar de ainda ser jovem, eu diria que é importante ler tudo, saber quem é a pessoa que escolhe trabalhar com você. Ouvi uma frase do Fernando Diniz, do Audax, que ele teria dito que, ao aceitar o convite pro trabalho, a primeira coisa que ele analisou não foi a estrutura ou o elenco. Ele analisou o gestor do clube. É por aí”, completa, citando o técnico recentemente vice-campeão paulista de 2016.

E foram diversos os motivos que o fizeram aceitar jogar no Besiktas. O Stuttgart, da Alemanha, e o Trabzonspor, também da Turquia, fizeram contatos com seus empresários para contratá-lo. Os campeões turcos, no entanto, ofereceram um contrato mais rentável, com bonificações por atingir metas. Sem contar o custeamento de uma luxuosa BMW X6 e uma casa boa, num bairro nobre de Istambul. Mas o que o atleta mais tem vontade é poder entrar em campo e sentir o calor da torcida do Besiktas, segundo ele, uma das mais fanáticas do mundo. “Os torcedores turcos são fantásticos, pelo que vi são apaixonados, e a torcida do Besiktas é maravilhosa. A expectativa é ter uma carreira de sucesso e poder chegar muito longe”, diz.

Com o título nacional, o clube alvinegro teve direito à única vaga direta do torneio para a Uefa Champions League. E engana-se quem pensa que Caio se sente pressionado por poder estrear em solo europeu logo no maior campeonato de clubes do Velho Continente. “Normal, tô tranquilo… Tenho que ter personalidade e isso eu tenho, então quero crescer sempre na minha carreira. Desejo ter voos altos, conquistar muitas coisas no futebol. Apesar de ser novo, sei que futebol é assim e tem que pensar dessa maneira”, finaliza. (noticiasdesantaluz)

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